Animadora na rádio Latina de dia e cantora de fado à noite, Raquel Barreira é uma mulher cheia de fulgor. Com o seu sorriso contagioso e a sua boa disposição constante, a artista concedeu-nos uma entrevista nas instalações da rádio onde trabalha, 3 rue du Fort Bourbon, no coração da cidade do Luxemburgo, na zona da estação ferroviária.
Na rádio, Raquel dirige-se aos jovens e aos estudantes no programa Rotação Musical, durante toda a semana, das 15 às 17 horas. Com a sua colega Cristina Gonçalves, regressa à actualidade cinematográfica, cultural e musical, totalmente em português. O dueto comunica com os seus ouvintes de forma muito interactiva, através de sms e no Facebook. Aos sábados, Raquel volta a pegar no microfone em Ar De Rock, um programa um pouco mais alternativo, 100% feito no Luxemburgo, das 17 às 19 horas.
Raquel Barreira era a cantora de Brainchild, o único grupo rock português do Grão-Ducado. A aventura acaba em 1999, mas a diva rapidamente volta a fazer ouvir a sua voz, junto com muitos
artistas do país, no disco Taboola Rasa, o projecto de Thierry Van Werweke. Colabora, então, com Thierry Kinsch no CD Imagens, um grande êxito aclamado pela imprensa local. Em 2005, deixa-se seduzir pelo jazz e realiza o álbum Notas Soltas com os compositores Al Lenners e Georges Urwald. O culminar do reconhecimento foi a entrevista dada ao canal de televisão português
RTP.
Raquel quer então cantar fado, quer homenagear o património do seu país natal. Chegou ao Grão-Ducado aos 11 anos, directamente vinda de Lisboa. Segundo ela, «o fado é a Saudade da alma, um estado de espírito dividido entre a nostalgia e a alegria de viver. Este fenómeno descreve-me na perfeição, a mim e ao meu povo. Aliás, tenho muitas saudades de Portugal, mas felizmente, tenho a sorte de lá voltar todos os anos nas férias de Verão para ver a minha família, os meus amigos e o mar».
No palco, acompanhada por duas guitarras portuguesas com 12 cordas, canta as suas raízes de uma forma divinal, enrolada num grande xaile preto. No público, a comunidade portuguesa tem ainda algumas dificuldades em ir ouvi-la, apesar do seu êxito inegável. «As minhas raízes estão em Portugal, mas a minha vida é no Grão-Ducado. A integração e a convivência no país são essenciais. Sou portuguesa, mas considero-me como uma pessoa adaptada à vida social luxemburguesa: voto, estou integrada e aprendi a língua». †
Traduction Française :
Animatrice chez Radio Latina le jour et chanteuse de fado la nuit, Raquel Barreira est une femme tout feu tout flamme. Sourire contagieux et bonne humeur au compteur, l’artiste nous a accordé une entrevue dans les locaux de sa radio, 3 rue du Fort Bourbon, au coeur du quartier gare de Luxembourg ville.
Sur les ondes, Raquel s’adresse aux jeunes et aux étudiants dans Rotação Musical toute la semaine de 15 à 17 heures. Elle revisite, avec sa collègue Cristina Goncalves, l’actualité cinématographique, culturelle et musicale entièrement en portugais. Le duo communique de manière très interactive avec ses auditeurs grâce aux sms et à Facebook. Le samedi, Raquel reprend le micro dans Ar De Rock, un show un peu plus alternatif, 100 % made in Luxembourg, de 17 à 19 heures.
Mademoiselle Barreira était la chanteuse de Brainchild, le seul groupe de rock portugais du Grand-Duché. L’aventure se termine en 1999 mais la diva pose rapidement sa voix, aux côtés de nombreux artistes du pays, sur le disque Taboola Rasa, le projet de Thierry Van Werweke. Elle coopère ensuite avec Thierry Kinsch sur le CD Imagens, un beau succès salué par la presse locale. En 2005, elle se laisse séduire par le jazz et accouche de l’album Notas Soltas avec les compositeurs Al Lenners et Georges Urwald. Ultime consécration, la miss a été interviewée par la télé portugaise RTP.
À ce moment-là, Raquel a envie de faire du fado, de rendre hommage au patrimoine de son pays natal. Elle est arrivée à 11 ans au Grand-Duché, directement de Lisbonne. Selon elle : « le fado est la ‹ Saudade › de l’âme, un état d’esprit partagé entre nostalgie et joie de vivre. Ce phénomène décrit parfaitement mon peuple et moi. D’ailleurs, le Portugal me manque cruellement mais, heureusement, j’ai la chance d’y retourner chaque année pendant les vacances estivales revoir ma famille, mes amis et la mer ».
Sur scène, accompagnée de deux guitares portugaises à 12 cordes, elle chante divinement bien ses racines, emmitouflée dans un grand châle noir. Dans le public, la communauté portugaise a encore un petit peu de mal à venir l’écouter malgré son succès indéniable. « Mes racines sont au Portugal, cependant, ma vie est au Grand-Duché. L’intégration et la convivialité au pays sont primordiales. Je suis portugaise, néanmoins, je me considère comme une personne adaptée à la vie sociale luxembourgeoise : je vote, je suis intégrée et j’ai appris la langue ». †