Aos nove anos, Marco Godinho deixa, com os pais, a pequena aldeia de Salvaterra de Magos para se instalar em Echternach. Este apaixonado por desenho orientase naturalmente para o Lycée technique des Arts et Métiers do Luxemburgo. Especializase rapidamente em grafismo e tipografia na École nationale Supérieure d’Art de Nancy, onde obtém o Diplôme National Supérieur d’Expression Plastique (DNSEP), após uma passagem pela Kunstakademie de Dusseldorf e pelo Ecal de Lausana.
Muito filosoficamente, este activista contemporâneo define a sua arte como uma reflexão sobre o tempo. Vá abeberarse do seu talento na exposição Plateaux (de 16 de Setembro a 12 de Novembro de 2011) no âmbito dos 50 anos de Kirchberg. Nesta exposição, o Português apresenta uma obra constituída por 12 bandeiras transparentes que lembram a Europa e as suas novas identidades. Ele próprio constitui o seu património em várias terras de acolhimento. Este jovem artista de 33 anos participa igualmente na exposição Realfictions (de 24 de Outubro de 2011 a 17 de Fevereiro de 2012), na Galerie L’indépendance Dexia, onde apresenta um conjunto de desenhos com todas as primeiras páginas do jornal Le Monde de 2009, ano em que se iniciou a crise.
Um dia após a nossa entrevista, o artista viajará para Montreal. Expõe em todo o mundo e, naturalmente, também em Portugal. Marco aprecia particularmente a nova cena de Lisboa. Para voltar a encontrar os sabores da sua pátria, este epicurista frequenta o restaurante The Good Friend, perto da estação da capital. Sentese bem no Grão-Ducado, circundado por todos estes grandes países. Interessase pela periferia, principalmente agora que a ideia de centro se tornou obsoleta. No entanto, gosta de se tornar disponível, de não ficar à espera das coisas e de se exportar para a sua arte viajar. †
Version française :
À l’âge de neuf ans, Marco Godinho quitte, avec ses parents, la petite bourgade de Salvaterra de Magos, pour s’installer à Echternach. Passionné de dessin, il se dirige naturellement vers le Lycée technique des Arts et Métiers de Luxembourg. Il se spécialise rapidement en graphisme et typographie à l’École nationale Supérieure d’Art de Nancy où il empoche le Diplôme National Supérieur d’Expression Plastique (DNSEP), après un passage à la Kunstakademie de Düsseldorf et à l’Ecal de Lausanne.
Cet activiste contemporain définit, avec beaucoup de philosophie, son art comme une réflexion sur le temps. Allez directement vous abreuver de son talent à l’exposition Plateaux (du 16 septembre au 12 novembre 2011) à l’occasion des 50 ans du Kirchberg. Le Portugais y dévoile une œuvre constituée de 12 drapeaux transparents rappelant l’Europe et ses nouvelles identités. Lui-même a construit son patrimoine entre plusieurs terres d’accueil. Le jeune homme de 33 ans participe également à Realfictions (du 24 octobre 2011 au 17 février 2012), à la Galerie L’indépendance Dexia. Il y présente une série de dessins avec toutes les unes du Journal Le Monde de 2009, l’année du début de la crise.
Le lendemain de notre entretien, l’artiste s’envolera pour Montréal. Il expose dans le monde entier et évidemment au Portugal. Marco affectionne particulièrement la nouvelle scène de Lisbonne. Pour retrouver les saveurs de sa patrie, cet épicurien fréquente le restaurant The Good Friend dans le quartier de la gare de la capitale. Il se sent bien au Grand-Duché, entouré par tous ces grands pays. La périphérie l’intéresse, surtout aujourd’hui où l’idée de centre est devenue obsolète. Il aime cependant se rendre disponible, ne pas attendre les choses et s’exporter pour faire voyager son art.