Sun Glitters« Sun Glitters traz-lhe um sucesso estrondoso! »

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Quando finalmente consigo entrar em contacto com Victor Ferreira, ele está a descansar num pequeno ho- tel da cidade de Skopje, na Macedónia. Victor acabou por encontrar uma boa ligação à Internet e aproveito para gravar a nossa conversa no Skype. Hoje à noite, toca em Belgrado com Sun Glitters, o seu novo projec- to a solo. Victor está muito entusiasmado com a dimen- são e o êxito da sua digressão europeia, apesar de estar um pouco cansado porque, depois de cada concerto, os fãs convidam-no normalmente para ir tomar um copo. Para mais, na Sérvia, o público é conhecido por gostar de beber e por consumir muita rakia, uma aguardente de ameixa que pode chegar a ter 70 graus de álcool.

Victor nasceu no Luxemburgo, mas manteve o passaporte português. A mãe é de Braga e o pai, de Mortágua. Vive actu- almente em Cessange com a mulher e as duas filhas peque- nas. Na pequena cena musical do Grão-Ducado, os hipsters conheciam-no pela sua antiga banda, os sug(r)cane. Para além de alguns concertos privados no d:qliq ou no Exit07, Victor ti- nha dificuldades em dar-se a conhecer ao grande público. Sun Glitters traz-lhe um sucesso estrondoso! Compõe uma músi- ca ambiente electrónica a que gosta de chamar «shoefazing wonkyplop». Sempre inspirado no shoegaze, venera My Bloo- dy Valentine, a electrónica de Boards Of Canada ou o dubstep de Burial. As primeiras melodias de Sun Glitters saem do seu computador em Março de 2011. Colabora com a editora dis- cográfica portuguesa LebensStrasse Records e, rapidamente, alguns blogues muito influentes, como o Pitchfork, aclamam o seu primeiro álbum Everything Could Be Fine. Graças à ma- gia da Internet, o artista é inundado de pedidos. Depois de onze anos na sombra, o músico vive finalmente, aos 38 anos, o grande sonho do rock’n’roll. A agência sueca It’s Ok Booking organiza uma digressão com 21 datas em quinze países, ao todo, 7000 km. Com um amigo, desloca-se de pequeno clu- be em pequeno clube, actuando perante um público de 100 a 150 pessoas, ao volante do seu Seat. A recepção é sempre muito calorosa, o público conhece as suas músicas e todos os jovens acompanham assiduamente a sua página no Facebook. Hoje, os americanos da Banter Media Management apostam no seu talento e esforçam-se por impulsionar a sua carreira. Em Fevereiro, regressará ao Porto e a Braga para actuar: Vic- tor espera ter tempo para ir visitar a sua família, apesar de a sua nova carreira de estrela estar a monopolizar toda a sua energia. †

Lorsque je parviens enfin à joindre Victor Ferreira, il se repose dans un petit hôtel de la ville de Skopje en Macédoine. Il a finalement réussi à trouver une vraie connexion Inter- net et j’en profite pour enregistrer notre conversation Skype. Ce soir, il joue à Belgrade avec Sun Glitters, son nouveau projet solo. Victor est très excité par l’ampleur et le succès de sa tournée européenne, même s’il est un peu fatigué, car après chaque show, les fans l’invitent généralement à boire un verre. De plus, en Serbie, le public est connu pour avoir soif et pour s’abreuver de rakia, une eau-de-vie de prunes pouvant atteindre les 70 degrés.

Victor est né au Luxembourg mais il a gardé son passeport portugais. Sa maman vient de Braga et son papa de Mortágua. Il réside actuellement à Cessange avec sa femme et ses deux petites filles. Dans le milieu confiné de la scène grand-ducale, les hipsters le connaissaient pour son ancien groupe sug(r)cane. Mis à part quelques applaudissements confidentiels au d:qliq ou à l’Exit07, Victor avait du mal à décoller. Avec Sun Glitters il casse la baraque ! Il compose une musique ambiante électro qu’il aime étiqueter « shoefazing wonkyplop ». Il s’inspire toujours du shoegaze et voue religieusement un culte à My Bloody Valentine mais également à l’electronica de Boards Of Canada ou au dubstep de Burial. Les premières mélodies de Sun Glitters jaillissent de son ordinateur en mars 2011. Il collabore avec le label portugais LebensStrasse Records et rapidement, quelques gros blogs in- fluents, dont Pitchfork, encensent son premier album Everything Could Be Fine. Magie du web, l’artiste croule sous les demandes. Après onze années tapi dans l’ombre, le musicien vit finalement, à 38 ans, son grand rêve du rock’n’roll. L’agence suédoise It’s Ok Booking lui organise une tournée de 21 dates dans quinze pays avec un total cumulé de 7000 km. Il enchaîne les petits clubs de 100 à 150 personnes au volant de sa Seat avec un ami. Sur place, l’accueil est toujours très chaleureux, l’auditoire connaît ses chansons et les kids sont tous des « followers » assidus de sa page Facebook. Aujourd’hui les Américains de Banter Media Manage- ment ont parié sur son talent et s’évertuent à booster sa carrière. En février, il retournera jouer à Porto et à Bragua : Victor espère y avoir le temps d’aller embrasser sa famille même si sa nouvelle carrière de star monopolise toute son énergie.

Publié par Sébastien
Le 1st décembre 2011
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